Capítulo 1
via Lopes encarava o relógio na parede, que marcava meia–noite, enquanto aida na mesa esfriava novamente.
levou as refei??es de volta para a cozinha e as aqueceu mais uma vez.
As 00h50, a porta do quarto se abriu, e virou a cabe?a para ver Thales Duarte entrando.
Ele carregava seu paletó no bra?o e seu rosto bonito mostrava sinais de embriaguez quando caminhou em dire??o a via.
se levantou e serviu–lhe uma sopa para curar a ressaca, mas ele a derrubou assim que lhe entregou.
Em seguida, ele segurou seu queixo e a beijou.
O cheiro de álcool invadiu o ambiente, misturado o perfume feminino, e via tentou empurrá–lo sem sucesso. Ao contrário, ele a levantou e a carregou diretamente para o quarto.
Ele a jogou rudemente na cama e se debru?ou sobre , sem dizer uma pvra.
via mordeu o lábio, suportando silenciosamente, enquanto desviava o olhar para uma nta verde no canto da parede.
N?o havia amor, apenas desejo.
Ele virou o rosto d para si, seus olhos profundos fixos n enquanto acariciava seu rosto o dedo, “Por que você n?o f?”
via o encarava diretamente, seus olhos brilhando lágrimas, ele sabia que n?o podia fr.
era muda.
Mas ele sempre perguntava, incansavelmente.
As vezes, via n?o conseguia distinguir se ele estava tentando humilhá ou sementava.
segurou a m?o em seu rosto, inclinou a cabe?a, e esfregou seu rosto na palma da m?o dele,o um gato buscando agradar seu dono.
Era a única maneira d corresponder a ele nesses momentos.
Os olhos escuros do homem escureceram ainda mais,o se uma tempestade estivesse prestes a irromper. Ele segurou a m?o d e a levantou acima de sua cabe?a, inclinando–se para beijá.
Quando via abriu os olhos, já era dia lá fora. A cama estava vazia, mas ouviu o som de água vindo do banheiro.
recolheu suas roupas do ch?o ee?ou a se vestir, e foi nesse momento que o celr no criado–mudo tocou. Era de Thales.
via olhou para a silhueta borrada através da porta do banheiro e depois para a t do celr.
Rosana Coelho: Você voltou?
Rosana: Você sempre faz isso, precisa mesmo ir atrás daqu muda para me irritar?
Os cílios de via tremeram.
A porta do banheiro se abriu, e Thales saiu enrdo em uma toalha.
Ele ainda estava molhado, gotas de água pingando de seus cabelos e escorrendo pelo seu peito, seguindo o contorno de seus músculos abdominais.
via desviou o olhar, abaixando a cabe?a para abotoar sua camisa.
Thales se aproximou da cama e pegou seu celr,n?ando um olhar para via, que continuava vestindo–se.
“Você viu?”
.via esbo?ou um leve sorriso e bn?ou a cabe?a negativamente.
No dia do casamento, ele lhe disse: “Você precisa ser sempre obediente, n?o me ame. Nós continuaremoso antes, e eu cuidarei de você pelo resto da vida”
Ele disse para n?o amá–lo.
P
Ent?o, o que importava se visse?
Ele n?o se importaria se ficasse ciúmes, triste ou magoada.
Quem n?o era valorizado, n?o tinha o direito de se enfurecer.
Seu amor e suas emo??es só seriam um fardo para ele.
temia que ele também pisasse em seu cora??o.
via temia que ele… n?o a quisesse mais.
gesticulou em Lingua Gestual: “Vou preparar o café da manh?.”
Arrastando seu corpo dolorido, via levantou–se e foi para a cozinha.
Thales observou a silhueta frágil d se afastar, e ent?o olhou novamente para o celr, deletando as mensagens de Rosana.
via preparou o café da manh? e colocou na mesa, servindo uma tig de mingau para Thales em seu lugar.
Algum tempo depois, Thales, já vestido, juntou–se a na mesa.
Estava em silêncio no quarto. Thales costumava dizer que conversar erao fr consigo mesmo.
Como tempo, Thales quase n?o fva mais , e só o som de suas colheres batendo nas tigs preenchia o ambiente.Content ? N?velDrama.Org.
“Depois venhaigo até a Casa de Duarte,” Thales disse de repente.
via parou por um momento, colocando a colher de volta na borda da tig.
via Certo.
Thalesn?ou–lhe um olhar rápido. O rosto d sempre exibia aqu express?o dócil e inalterável.
nunca remava, nunca se exaltava, sempre sorria para todos, n?o importava o qu?o grande fosse a injusti?a.
De repente, Thales sentiu o mingau em sua tig perder todo o sabor.
Ele jogou a colher de volta na tig, produzindo um som nitido de colis?o. O som n?o era alto, mas era bastante proeminente no silêncio do restaurante.